Rollemberg manda barrar fiscalização no Instituto Hospital de Base

10 set 2018

A história de Maria Aparecida Silva de 74 anos vem demonstrar a verdadeira burocracia e a temerosa gestão que impera no Instituto Hospital de Base.

Diagnosticada com um quadro cardíaco grave, a cidadã deu entrada no Instituto Hospital de Base e não resistiu e veio a óbito devido a burocracia que impera na Saúde do governo do Distrito Federal. O desabafo da médica Sandra Marques deixa claro a inoperância geral na gestão da saúde pública de Brasília.

Após insistentes tentativas de internar Maria Aparecida em uma UTI, a médica viu seus esforços frustados por não conseguir ao menos contato telefônico com ICDF para proceder uma angioplastia, que para a surpresa da médica não foi classificada como prioridade.

O trágico episódio evidência não só a falta de preparo mas também o caos na gestão. O depoimento da médica deixa claro a falta de insumos e equipamentos. Consta no relato de Sandra até mesmo a falta de gel para ser usado no desfibrilador e o sucateamento do equipamento vital para salvar vidas.

O vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, dep. Wellington Luiz (MDB) recebeu denúncia de negligência no atendimento de Maria Aparecida por falta de equipamento, insumo e UTI. De pronto, foi inloco constatar a má gestão denunciada. Ao chegar no hospital, os agentes de seguranças tercerizados pelo GDF cumpriram determinação do governador Rodrigo Rollemberg, impedindo a entrada do parlamentar, que por Lei esta credenciado com trânsito livre para fiscalizar qualquer órgão público com suspeita de irregularidade.

 

O deputado se identificou como parlamentar e mesmo assim foi impedido de entrar nas dependências do hospital, Wellington Luiz pediu aos seguranças que chamasse a direção do hospital ou a chefia de segurança, entendendo que os agentes apenas cumpriam ordens. A demora dos responsáveis pelo Instituto Hospital de Base não compareceram, fazendo com que o parlamentar entrasse sem o respaldo administrativo.

O segurança não levou em conta que se tratava de um parlamentar e chegou a colocar a mão na arma em atitude ameaçadora, o tumulto generalizado permitiu que o deputado entrasse. O deputado se deparou com um quadro lamentável, respaldado pela médica que em relatório narra o caos na gestão do Instituto.

O relato documentado da médica fez com que o deputado Wellington Luis denunciasse ao Ministério Público do Distrito Federal a mazelas cotidianas que vem ocorrendo no Instituto Hospital de Base.

Maria Aparecida não resistiu e veio a óbito as 10 da manhã e segundo o relato da médica, a falta de treinamento das equipes envolvidas em casos de paradas cardíacas e a falta de insumos para realizar os atendimentos de urgência são fatores que na briga entre a vida e a morte coloca o servidor sem a capacidade de realizar um bom trabalho.

 

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