Presidente Carmen Lúcia: ‘dois pesos e duas medidas’

15 fev 2018

Por: Mino Pedrosa

Enquanto foliões se divertiam no carnaval ações covardes e desenfreadas estão sendo praticadas por Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede hospitalar Sarah kubitschek. Há tempos o site Quidnovi.com.br vem denunciando a má gestão e os danos causados no hospital considerado referência internacional, idealizado e criado por Aloysio Campos da Paz Júnior. Um visionário na área de saúde.

Idealista Dr. Campos da Paz, sonhou um dia com um sistema de saúde que atendesse a todos os pacientes sem discriminação. Em todo o país a Rede Sarah era a referência e o apoio não só para pessoas com alto poder econômico, como também as menos favorecidas. Porém, hoje em dia não é bem assim. São centenas de funcionários qualificados no mais alto nível de profissionalismo perseguidos e dispensados sumariamente por Lúcia Willadino, a escolhida pelo mestre por ter vivido um romance proibido por décadas até pouco antes de seu falecimento.

A “fadinha” assim como Lúcia era chamada na intimidade por Campos da Paz, agora, durante o carnaval usou a varinha de condão. Mas, não para o bem! Foram fechadas 24 UTI’s e em alguns estados como a Bahia e o Maranhão todos os leitos foram desativados inclusive as UTI’s da pediatria. Não restou nem um leito nesses Estados a ser disputado por milhares de pacientes que não encontram vagas na rede hospitalar pública, falida, em todos os Estados.

Só em Brasília, o principal hospital da Rede Sarah mantém desativado cerca de 40% dos leitos. E aproveitou o encanto da folia do carnaval para dissimular o fechamento de mais 2 UTI’s. Mesmo consciente de que pacientes ficam amontoados nos corredores dos hospitais públicos sem condições de atendimento. Muitos, morrendo a espera de um leito. No Distrito Federal, que abriga a Capital do País, o sistema de saúde está o caos.

Nesta quinta-feira (15) um grave acidente causado pela batida entre um ônibus e uma carreta, no entorno de Brasília, fez mais de 30 vítimas e tiveram que ser distribuídas em vários hospitais para receber atendimento de emergência. O hospital de Sobradinho, próximo ao acidente, não teve capacidade de receber todos os feridos por falta de leitos. Até agora oito óbitos foram confirmados.

Lúcia Braga, após a morte de Campos da Paz dispensou médicos renomados indicados um a um pelo professor. Na verdade, a fadinha de Campos tenta apagar das memórias a gestão do amado mestre.

O hospital de excelência criado por Campos da Paz hoje virou um hospital para excelências em especial do meio político e judiciário. O legado de Campos da Paz, herdado por Lúcia, lhe garante influência nos três poderes: Executivo, Legislativo e principalmente no judiciário. Onde a presidente da mais alta corte do poder judiciário, Supremo Tribunal Federal (STF), ministra, Carmen Lúcia, acumula a presidência do Concelho Administrativo da Rede Sarah.

Enquanto Carmen Lúcia, presidente do STF, anda abrindo os olhos para os altos salários e criticando as mordomias de juízes e desembargadores pelo país a fora, como presidente do Conselho Administrativo da Rede Sarah mantém os olhos vendados para os salários abusivos da diretoria administrativa da Rede. Lúcia Willadino Braga, como presidente recebe mensalmente mais de 100 mil reais de salário e desfruta de mordomias como: lanchas, carros com motorista, garçons e uma segurança particular paga a peso de ouro que a mantém bem informada.

A fadinha não para por aí. No Superior Tribunal do Trabalho centenas de ações trabalhistas formam um amontoado de processos onde o tráfico de influência junto aos ministros fazem adormecer processos no fundo das gavetas.

Para políticos, artistas, empresários renomados e membros do judiciário não faltam atendimento VIP. Mas, para um simples mortal a disputa por uma vaga na fila, faz perder a esperança do paciente. Os métodos usados por fadinha para burlar os números no atendimento é escolher pacientes que passam por vários setores com prontuários diferenciados somando vários atendimentos a um só paciente.

As duas unidades do Sarah Kubitschek, em Brasília, causam tristeza pelo abandono, ineficiência e má gestão no tão renomado hospital. Acredite! Na gestão de Lúcia por mês são repassados mais de 100 milhões de reais que em 2018 teve um acréscimo de 11% para custear a Rede Sarah.  Na contra mão do aumento de recursos nos cofres da Rede Sarah, Lúcia Braga vem reduzindo drasticamente o quadro de funcionários e o atendimento ao público. Principalmente os mais carentes. Alegando falta de recursos. Que na gestão de seu mestre Campos da Paz, eram mais funcionários, melhor capacitação técnica dos médicos, maior qualidade no atendimento e com muito menos recursos.

Diante desse derrame financeiro no orçamento da Rede Sarah com prestação de contas duvidosa a Organização Não Governamental Contas Abertas que tem a frente o renomado economista, Francisco Gil Castello Branco Neto, tenta abrir a caixa preta com uma minuciosa investigação nas entranhas da contabilidade da Rede Sarah, junto a Tribunal de Contas da União TCU. Mas, Gil se deparou com a barreira da influência que impediu o aprofundamento nos recursos identificados como desvio.

A ONG que fez cruzamento nas movimentações financeiras da caixa preta Sarah Kubitschek, suspeita de desvios que só poderão ser comprovados com auditorias feitas pelos técnicos do TCU. Mas, fontes seguras chancelam a influência de Lúcia Braga que já recebeu até comendas do presidente do Tribunal de Contas. Gil Castelo Branco, parece ter jogado a toalha após reconhecer o poder da fadinha.

Um grupo representando os funcionários fundadores da Rede Sarah com mais de 300 membros, procurou o deputado federal Augusto Carvalho PPS-DF para denunciar o mal uso de recursos públicos e a péssima gestão de Lúcia Willadino Braga. O parlamentar entrou com um pedido de informações junto ao TCU pedindo transparência na divulgação dos altos salários praticados pela diretoria da Rede Sarah. No entanto, também esbarrou no poder de influência de Willadino.

Pelo visto a varinha de condão da fadinha atua fortemente no convencimento das autoridades permitindo controlar qualquer investigação que envolva a Rede Sarah.

40% dos leitos do Sarah Kubitschek em Brasília estão desativados. Veja o vídeo.

 

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