Mino Pedrosa

PIRENÓPOLIS: PLANTANDO LARANJAS…

16 ago 2017

A histórica cidade goiana colonizada por Espanhóis Catalães vem sendo explorada como o maior Centro Turístico Ecológico do país.

Nos últimos anos, um derrame de recursos pilhado dos cofres públicos vem sendo ponte de investimentos de políticos e agregados da política.

O governador de Goiás Marconi Pirillo, quintuplicou seu patrimônio imobiliário, desde que chegou ao Palácio das Esmeraldas. Porém o mais grave é que, além de não declarar todos os bens à Receita Federal, ele também omite transações recentes, como a compra de um terreno de 1 milhão de metros quadrados, assinada por sua esposa Valéria, em sociedade com Marcelo Limírio. Detalhe: Limírio, dono de um laboratório farmacêutico, é também sócio de Carlos Augusto Ramos, o “Cachoeira”.

O outro personagem que sai das sombras e está investindo milhões no setor hoteleiro é Geovani Rosa Ribeiro, considerado o guardião do ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda.

Governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria

Geovani Ribeiro, ocupou a cadeira de secretário das cidades no governo de Arruda e responde na Justiça vários processo por apropriação do dinheiro público, corrupção, além de ser tipificado em outros crimes.

O ponta de lança do ex-governador Arruda usa a esposa, Maristela Alarcão Vilela Ribeiro, como sócia nos empreendimentos milionários, adquiridos logo após deixa o governo do Distrito Federal. O cartório de registro de imóveis e tabelionato 1º de notas de Pirenópolis-GO, coleciona certidões e registros de posse de vários políticos e empresários que derramam propinas pilhadas dos cofres públicos.

Casal Geovani Ribeiro e Maristela Ribeiro.

As pousadas de Geovani Ribeiro hospedam personalidades do cenários políticos nacional. O tucano governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, é parte dos hospedes seletos de Geovani Ribeiro. Outro badalado no cenário político é João Doria, que também tem estreitos laços com o governador de Goiás, Marconi Pirillo e Geovani Ribeiro.

A Polícia Federal destinou uma equipe de investigadores de São Paulo para levantar o patrimônio bilionário de vários políticos que investe nas riquezas ecológicas de Goiás. Fontes ligadas aos investigadores revelam que é assustador o número de procuradores “laranjas” de políticos corruptos.

A pousada Casarão Villa do Império e Villa do Comendador, de propriedade do casal Maristela e Geovani Ribeiro, homem de confiança de Arruda, está aliado ao grupo de Marconi Pirillo e Carlos Augusto Ramos, o “Cachoeira”.

Desde que assumiu o governo de Goiás pela primeira vez, em 1998, Marconi Perillo (PSDB) multiplicou por cinco seus bens declarados. De R$ 299,5 mil em 1998, saltou para R$ 1,503 milhão em 2010. Mas Marconi, que foi convocado para prestar depoimento na CPMI do caso Cachoeira, possui um patrimônio que vai além do que está escrito. Em pesquisas nos cartórios goianos, monstram pelo menos cinco imóveis que não constam das declarações entregues à Justiça Eleitoral. Um deles, adquirido em 7 de janeiro de 2008, é uma área de mais de um milhão de metros quadrados, que tem entre os compradores Marcelo Henrique Limiro Gonçalves, ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na ICF, empresa que faz teste de medicamentos em Anápolis (GO).

O negócio está registrado no cartório de imóveis de Pirenópolis, cidade onde Perillo tem fazenda. A primeira-dama Valéria Jayme Peixoto Perillo juntou-se a um grupo de 12 pessoas e duas construtoras para adquirir um terreno denominado Chácara José Leite. A área, segundo os registros, foi adquirida por R$ 800 mil, pagos em duas parcelas. O nome de Perillo consta na escritura, mas quem assina é sua mulher. Eles detêm 22%, o que daria uma contribuição de R$ 176 mil na ocasião.

Entre os demais sócios no empreendimento estão as empresas R. Diniz Construções e Construtora Central do Brasil. Marcelo Henrique é um grande empresário na cidade, ligado a Carlinhos Cachoeira.

Em 2010, segundo atestam documentos a que Marconi fez um negócio que, pelo que está registrado, foi quase um presente do irmão dele, Antonio Pires Perillo. Em 14 de maio de 1998, Antonio adquiriu uma área de 43,75 hectares em Pirenópolis por R$ 30 mil. E, 12 anos depois, em 24 de fevereiro de 2010, revendeu o imóvel para o governador por R$ 13 mil. Ao invés de valorizar, o terreno teria desvalorizado. A Prefeitura de Pirenópolis, porém, fixou em R$ 120 mil o valor venal da área para efeito de Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI). A alíquota do imposto é de 2% — Marconi pagou R$ 2,4 mil.

Dono de propriedades rurais em Pirenópolis, o governador deixou de registrar ainda a aquisição de 91,96 hectares. A terra foi comprada em 30 de maio de 2003 de sua sogra e dos cunhados. Mais uma vez quem assina é a primeira-dama, citada como compradora ao lado do marido com quem vive em regime de comunhão parcial de bens. Ou seja, tudo o que é comprado após o casamento é do casal. Pelas terras foram pagos R$ 70 mil.

Investigadores da Polícia Federal, estão enfrentando um trabalho árduo junto aos cartórios que omitem os verdadeiros proprietários dos imóveis registrados.

Os grupos de investidores em Pirenópolis, tem como destaque Geovani Ribeiro e representantes da família Perillo.

Governador Marconi Perillo e Embaixadores em Pirenópolis

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