Ministra do STF compra mansão de doleiro da Lava Jato

15 mar 2018

Por Mino Pedrosa

Nesta quarta-feira (14) a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lùcia sofreu um ataque frontal do Partido dos Trabalhadores (PT), que divulgou em sua página no Facebook, uma reportagem publicada com exclusividade em 2015 pelo site Quidnovi.com.br, que revelou a compra de uma mansão, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, pela então ministra Carmen Lúcia.

O polêmico imóvel era de propriedade do doleiro Fayed Traboulsi e registrado em nome de Andréa Felipe Ramos, esposa de Alexandre Chaves Ribeiro, preposto de Fayed e de Carlos de Almeida Ramos, conhecido como Carlos Cachoeira.

Fayed principal doleiro em Brasília considerado pela Operação Lava Jato como representante de Alberto Youssef e Lúcio Bolonha Funaro que está cumprindo prisão, operaram para políticos presos na Operação Lava Jato, mas, somente Lúcio Funaro teve sua prisão decretada. O doleiro dono do mapa da mina que irrigou o propinoduto investigado na operação Lava Jato anda livre nas rodas de políticos no Congresso Nacional e distante da cadeia. Só não se sabe o por quê.

Leia abaixo a matéria publicada em 2015.

A Ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia Antunes Rocha, adquiriu uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília e pode ter caído em armadilha montada pelo doleiro Fayed Traboulsi, envolvido na operação Lava Jato da Polícia Federal.

No dia 19 de setembro de 2013 o principal doleiro da capital da federal foi surpreendido as 6 hs da manhã pela Polícia Federal com mandato de prisão e busca e apreensão em suas propriedades, era a operação Miqueias que investigava fundos de previdência e pensão, deflagrada naquele dia.A delegada Andréia Pinho conduziu o preso Fayed na viatura da PF até o endereço de outra propriedade na QI 17 conjunto 12 casa 11 Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça na operação Miqueias identificou várias propriedades do doleiro Fayed Traboulsi em nome de terceiros, usados como laranjas.

A propriedade adquirida pela ministra do STF foi no valor de R$ 1.7 milhão, mas no mercado imobiliário a casa é avaliada por pouco mais de R$ 3 milhões. Seria um bom negócio para a ministra se não fosse o nome da proprietária, Andréa Felipe Ramos, casada com Alexandre Chaves Ribeiro, sócio do bicheiro Carlos de Almeida Ramos, conhecido como Carlos Cachoeira.

Alexandre Chaves em parceria com Carlos Cachoeira e outro comparsa estavam envolvidos no escândalo dos Correios que deu início ao mensalão e a cassação do deputado federal do PMDB do Rio de Janeiro, André Luiz, na CPI dos Bingos. A mansão adquirida pela ministra do Supremo, Carmen Lúcia, estava em nome de Andréa Felipe Ramos e era usada como endereço de várias pessoas, entre elas o deputado federal peemedebista do Ceará, Mário Feitoza de Carvalho Freitas, investigado por suspeita de crime financeiro no caso do Banco Mercantil em 1996.Em depoimento a Polícia Federal o doleiro Fayed Traboulsi confessou ser o proprietário da casa, dizendo ter recebido em pagamento de dívida. Coincidência ou não, o casal laranja de Fayed e proprietário da casa, recebeu informações da operação e fugiu na madrugada fazendo toda a mudança do imóvel. A delegada que pensava surpreender Alexandre e Andréa ficou na viatura aguardando a chegada do chaveiro. Ao entrar na mansão constatou a mudança repentina do casal. O doleiro Fayed Traboulsi é sócio de Carlos Habib Chater, preso na operação Lava Jato acusado de tráfico de drogas e lavagem do dinheiro da corrupção da Petrobras e empreiteiras envolvidas no caso.

Fayed e Carlos Habib Chater usaram CPFs de várias pessoas e empresas para lavar dinheiro oriundo de corrupção e tráfico de drogas. Fayed montou empresas no nome da esposa e dos filhos para enviar dinheiro sujo para paraísos fiscais no exterior e também trabalhava em dupla com Carlos Habib nos pagamentos de propinas oriundos de corrupção, atuando como um braço do doleiro Alberto Youssef, também preso na operação Lava Jato e fazendo pagamentos aos políticos em Brasília. Curioso é Fayed apesar da participação comprovada na operação Lava Jato, não ter tido sua prisão decretada.
Agora, Fayed montou uma luxuosa casa de jogos clandestino em Brasília e esta sendo investigado pela Polícia Civil do DF apontado como chefe de um esquema de lavagem de dinheiro através de jogos ilícitos. A Polícia Civil do DF montou uma operação com agentes infiltrados que documentaram o esquema de lavagem de dinheiro. O nome de operação Lava Jato foi criado pela Polícia Federal com base no posto de gasolina em Brasília dos sócios, Fayed Traboulsi e Carlos Habib Chater.A mansão adquirida pela ministra Carmen Lúcia é de propriedade real do doleiro Fayed Traboulsi e nos registros no cartório figura, Andréa Filipe Ramos, que tem no seu CPF juntado a uma ficha corrida com vários estelionatos. Recentemente Andréa Ramos estava lotada no gabinete do Ex.mo Sr.Ministro José Roberto Freire Pimenta, do Superior Tribunal do Trabalho.

A ministra do STF, Carmen Lúcia, já prepara as malas para morar em sua nova residência. Esta mansão deveria constar no rol de apreensões e bloqueios de bens do doleiro Fayed Traboulsi. O que não se sabe ainda,é se a delegada Andréa Pinho listou esta residência.Assista ao vídeo em que aparece Carlos Cachoeira e o sócio Alexandre Chaves Ribeiro (a direita de terno escuro e gel no cabelo) negociando propina para o candidato ao prefeitura de Palmas, Raul Filho e assessores. Alexandre é laranja de Fayed Traboulsi na mansão adquirida pela ministra do STF, Carmen Lúcia.

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