A manobra sórdida na política candanga

13 ago 2018

Com o lançamento da candidatura do deputado federal, Alberto Fraga (DEM) à principal cadeira do Palácio do Buriti, a candidatura de Eliana Pedrosa (PROS) está prestes a afundar.  Mas a boia lançada pela candidata a deputada federal pelo PP, Celina Leão, poderá dar uma sobre vida, permitindo uma disputa em segundo turno nas eleições de outubro.

Eliana Pedrosa tinha até ontem o apoio da família Roriz, algozes de Celina Leão. Liliane Roriz mandou um recado direto que se Celina Leão fizesse parte da coligação, o apoio da família Roriz seria retirado.

A reunião da cúpula de campanha de Eliana avaliou que o apoio da família Roriz já tinha agregado votos suficientes e agora, com a chegada do Partido Progressista trazido por Celina, a perda de apoio do clã Roriz já estaria compensada.

O presidente nacional do Partido Progressista, Ciro Nogueira, deu carta branca à Celina Leão para disputar um mandato na Câmara Federal, com isso, Celina passou a ser a representante de fato do PP, deixando à margem o atual presidente regional da legenda, o deputado federal, Roney Nemer.

O grupo de Eliana Pedrosa, Liliane Roriz, Edson Sombra, Eri Varella e Hélio Doyle, tramaram a queda de Celina na presidência da CLDF através da operação DRÁCON, beneficiando Rollemberg, este último, o verdadeiro alvo da operação e só agora na semana passada veio à tona o envolvimento de Rollemberg e família no propinoduto instalado no Palácio do Buriti.

Eliana Pedrosa e seu vice, Alírio Neto estão matando dois coelhos com uma cajadada só, eliminam de vez a candidatura de Ibaneis Rocha e extermina da política candanga o presidente regional do MDB, Nelson Tadeu Filippelli, que contava com o apoio fundamental do PP para somar votos e conseguir um mandato de deputado federal, que lhe garantiria o foro privilegiado.

Outro abatido com esta manobra de Eliana Pedrosa será Alberto Fraga, que contava com o PP de Celina para somar tempo de TV que possibilitaria mostrar o plano de governo com mais detalhes.

Celina Leão e a executiva do Partido Progressista assinaram um documento que balizou a coligação, entretanto falta combinar com o presidente de direito, Roney Nemer, que aliado a Filippelli foge para não chancelar o acordo.

A estratégia de Nemer é justamente judicializar a questão, uma vez que como presidente regional da legenda, ele detêm o poder de aceitar ou não, a imposição de Ciro Nogueira.

Pelo visto, toda essa rocambolesca historia poderá fortalecer a candidatura de Rogério Rosso, que vai acolher o apoio do clã Roriz e de quebra ainda ficar com as sobras do PP.

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