Mino Pedrosa

Lúcia Willadino intoxica Rede Sarah como ovo choco de ave de rapina

5 jul 2017

O cenário começa a mudar para Lúcia Willadino Braga, sucessora de Campos da Paz no comando da Rede Sarah. A semideusa está descendo, expulsa, do Olimpo. Virou santa de barro que, quebrada, vai se transformar em pó diluído em líquido de transporte vaginal destinado a outras aplicações.

A cena se transporta agora ao mundo imaginário de Disney.  Lúcia Willadino usa a maldade de Maga Palatológika e se perde em meio a gestos como se Madame Min fosse e se perde em meio aos devaneios dela.

Mas ela não para. Na penumbra, mergulha como predadora das coisas boas e se deleita com o tilintar de moedas de ouro que enchem sua conta bancária. Afinal, só mesmo Tio Patinhas e a própria Lúcia Willadino para ter salário que ultrapassa o de três ministros do Supremo.

Para ela, o teto não conta. E o salário bem acima do que permite a legislação passa da casa dos 100 mil reais mensais. O Judiciário não mexe com ela. Pode até ser coincidência, mas a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, faz parte do Conselho Fiscal da Rede Sarah. A Justiça, é o que se nota, é cega. Ou faz de conta.

Teoricamente, a Rede Sarah vai bem. O seu orçamento é garantido com repasses anuais de 1 bilhão 200 milhões de verba pública. E a conta é inchada com muito dinheiro destinado por emendas parlamentares.

São centenas de deputados e senadores que inflam o caixa comandado por Lúcia Willadino. Em contrapartida têm o direito de furar fila para que seus apadrinhados sejam atendidos com prioridade.

Desde que traiu Aloysio Campos da Paz, ainda em vida, Lúcia Willadino, está fazendo desmoronar o projeto do visionário que criou e manteve ao longo de muitos anos a maior rede hospitalar beneficente brasileira. Para usar a expressão de um médico daquela instituição, o Sarah pode ser comparado a uma flor de cacto. É bela por fora, mas leva uma vida de espinhos.

A Rede Sarah, mal administrada, está morrendo pelas mãos de Lúcia Willadino. A unidade do Lago Norte, em Brasília, vive em abandono. O mesmo pode ser dito das instalações do Rio de Janeiro, Maranhão e Amapá.

A Justiça é cega com a Rede Sarah. Muitos dos seus membros – como acontece com o Poder Legislativo -, usam e abusam de direitos que deveriam ser destinados à sociedade brasileira. É comum uma ambulância se deslocar à residência de padrinhos de Lúcia Willadino para atender até empregados domésticos. Os pobres, simples mortais, é o que se observa, caducam e morrem na fila de espera.

A Rede Sarah, sob o comando de Lúcia Willadino, fechou a sua fábrica de material ortopédico, e passou a comprar da iniciativa privada. Sabe-se lá por quê? Mas num País onde a Lava Jato está passando tudo a limpo, logo haverá uma explicação. Inclusive os motivos que levaram à demissão de mais de 400 profissionais especializados.

Lúcia Willadino fecha aqui, enterra ali, abre aqui. Portas de enfermarias estão travadas; prédios de tribunais são erguidos; contas parceiras alimentam o BBPrev com o dinheiro do fundo de pensão dos servidores da Rede Sarah.

O dinheiro sai pelo ralo. E os funcionários, que são obrigados a posar de pacientes quando há visita ilustre, ficam perdidos, inertes, buscando uma saída antes que o trágico fim seja decretado. E Lúcia Willadino, é o que se espera, vai rolar morro abaixo do Olimpo como o ovo choco de uma ave de rapina desgarrada.

Funcionária se passando por paciente em visita de autoridade.

Rede Sarah: Hospital de excelência comandado por uma pistoleira

Solicitação de consultas por parlamentares e autoridades do Judiciário

Solicitação de consultas por parlamentares e autoridades do Judiciário

Fabrica de equipamentos Ortopédicos desativada

Demonstrativo salarial de 2013

Exemplo de emenda parlamentar destinada a Rede Sarah.

Mazelas  unidade Rede Sara Lago Norte

  • Carros de autoridades transportando pacientes para atendimento na Rede Hospitalar do Sarah Kubitschek.

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