Mino Pedrosa

Lava Jato: Lupa no BRB

11 ago 2017

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg está entre a cruz e a espada. Seu fiel escudeiro Leal, esta em destaque na delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro, preso na operação Lava-jato.

Ricardo Leal sempre leal a Rollemberg e foi o responsável pela captação de recursos na campanha de 2014, rumo ao Buriti. Leal atua com corretoras no mercado financeiro e foi mantido por Rollemberg no cargo estratégico de Conselheiro chefe do Banco Regional de Brasília (BRB), para continuar operando no mercado financeiro.

Presidente do BRB – Vasco Cunha Gonçalves e vice Nilban de Melo Leais a Ricardo Leal

A investigação que se deu no Banco Regional de Brasília, comandada pela Polícia Federal, tem material explosivo que liga o Palácio do Buriti e a caneta do governador Rodrigo Rollemberg.

O Ministério Público Federal investiga negociação da empreiteira Odebrecht com representantes do Edifício Praça Capital.

O mega prédio comercial, construído na capital da república, teve a obra concluída em meados de 2016.

Delatores da Odebrecht revelaram que o complexo estava envolvido em negociatas com pagamentos de propina envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB).

Setores da imprensa em Brasília, ligados a publicidade do GDF, revelaram a negociata, mas omitiram o principal operador e Conselheiro Leal de Rodrigo Rollemberg.

As investigações da Polícia Federal jogaram luzes nos fundos financeiros do banco (BRB) e iluminaram a escuridão do porão onde se esconde pessoas ligadas diretamente a Ricardo Leal.

A organização criminosa investigada pela PF não só investigam o Edifício Praça Capital, como também operações obscuras realizadas no banco causando prejuízo de milhões em perdas aos clientes e ao GDF.

Gravações feitas mostram uma extensa ligação entre os responsáveis pelos investimentos no fundo que foram favorecidos não apenas com o dinheiro citado na delação da Odebrecht, mas também com cargos de confiança no BRB após fazerem aplicações.

Um dos investidores no fundo à época, a fundação Regius, tinha como diretora a atual Diretora de Gestão da BRB DTVM, que gerencia o FI SIA, Nilza Rodrigues de Moraes.

Depois de despejar milhões no fundo SIA, Nilza foi agraciada com uma diretoria no BRB, onde cuida dos investimentos de todo banco, inclusive o FI SIA da Odebrecht.

As investigações apontam que o ex-diretor, Henrique Domingues, pode ter sido o escolhido como “bode expiatório” da quadrilha, “já que se demitiu” na mesma época que Ricardo Leal foi apontado como operador de Rollemberg no BRB e também pediu exoneração do Conselho do BRB, o qual presidia.

Governador Rodrigo Rollemberg

O fato é que boa parte do dinheiro captado pelo fundo foi pago nos primeiros dias da gestão Rollemberg.

O MPF não acredita na versão de que a propina delatada não tenha abastecido o bolso de outros diretores do banco e membros do governo.

A PF foi orientada a focar a investigação nas operações feitas na tesouraria do BRB, que desconfia-se que tenha sido usada para abastecer com recursos do banco operações de altíssimo risco.

Os membros dos comitês de crédito do BRB e da BRB DTVM serão investigados, bem como eventuais atas de reunião, regulamentos e alterações estatutárias feitas no banco e na distribuidora de valores com o objetivo de proporcionar a quadrilha controle total nas diretorias e na área de risco e controle dos investimentos.

Isso incluíria até mesmo fundos imobiliários que foram favorecidos com negociatas em terrenos da Terracap, capitaneadas por Ricardo Leal e distribuídos a fundos de pensão e RPPS pela equipe do banco.

Novidades ainda mais surpreendentes prometem surgir nos próximos dias.

 

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