Mino Pedrosa

Justiça Mineira: o menino que vai se transformar em menina

10 ago 2017

Como todo adolescente de apenas 12 anos, quando questionado sobre a carreira profissional que deseja seguir, ele não sabe o que responder. Oscila entre futebol e medicina como quem espera a chuva torrencial depois de um dia quente no típico verão brasileiro.
Mas bastou declarar que prefere as roupas, bonecas e costumes femininos para a justiça mineira lhe conceder o direito de passar por procedimentos de bloqueadores de puberdade que impedirão que as características atribuídas ao sexo de nascença se desenvolvam no período da adolescência.

Sob tutela antecipada pela Vara de Infância e da Juventude da comarca de Uberlândia, o pedido foi feito pelo Ministério Público de Minas Gerais depois que o pai da garota se negou a autorizar o tratamento com uma equipe multidisciplinar da Universidade Federal de Uberlândia.
Com trajes femininos, acompanhado da mãe e da equipe multidisciplinar da UFU, o adolescente foi até a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e relatou que, embora seja registrado como do gênero masculino, comporta-se como pessoa do gênero feminino em seus múltiplos aspectos, e que gostaria de fazer uso contínuo da medicação prescrita para o caso e o devido acompanhamento psicossocial. Explicou ainda que ama o pai que, no entanto, por preconceito e desconhecimento dos seus problemas, negava-se a autorizar os tratamentos, fato que contribuiria para causar-lhe intenso sofrimento mental.

Suprimento de Autorização Paterna
A decisão judicial é prova do poder arbitrário e invasivo do Estado sobre decisões familiares em relação às crianças que competem única e exclusivamente aos pais.
Encabeçada pela mãe do menino, a equipe formada por psicólogo, uma endocrinologista, psiquiatra e uma enfermeira basearam segundo atendimento ao adolescente a sentença do juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro que decidiu a favor da ação, considerando que o pai, motivado por discriminação, não pode prejudicar ou impedir o tratamento considerado adequado para sua filha e recomendado pela equipe médica. Para o juiz, importa a garantia da dignidade e do desenvolvimento positivo da saúde mental da adolescente.
Com essa decisão, o menino amparado judicialmente dará continuidade a seu tratamento independentemente da autorização do pai.

Pedófilos e estupradores não precisam mais ser combatidos
No mesmo entendimento que baseia a decisão judicial pelo cumprimento da vontade de um adolescente por sua identidade de gênero, os pedófilos e estupradores abrem grande vantagem no aliciamento de menores.
Como contestar uma jovem de 10,11 anos que se declara apaixonada por um homem cinco décadas à frente de sua idade?
Não haverá, portanto, argumentos que evitem ou desfaçam os casamentos infantis.
Quanto à luta por melhor educação, oportunidade de colocação no mercado de trabalho e desenvolvimento humano, o estado se declara insuficiente. Entretanto, altamente qualificado na questão da desconstrução humana pela disseminação da Ideologia de Gênero nas crianças.

Fonte: A nação

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