Mino Pedrosa

Funaro abre tampa do esgoto de Brasília

21 set 2017

A delação premiada do doleiro Lúcio Funaro caiu como um petardo no Palácio do Buriti. O governador Rodrigo Rollemberg, que tem perigosas ligações com o lobista Ricardo Luiz Peixoto Leal, ex-presidente do Conselho Administrativo do Banco Regional de Brasília (BRB), acabou de entrar na mira da operação Lava Jato da Polícia Federal.
O doleiro Funaro revelou que Ricardo Leal operava os pagamentos de propinas do fundo dos Postalis e operações financeiras com contas em paraísos fiscais.
Leal, sempre leal a Rollemberg, puxou as investigações da força tarefa para o Banco Regional de Brasília (BRB) e para o GDF, onde ocupou a cadeira de presidente do Conselho Administrativo, nomeado pelo governador Rodrigo Rollemberg.

Os procuradores da força tarefa resgataram operações de 2010 e neste momento passam pente fino no BRB e já têm provas de operações realizadas que causam prejuízos de milhões aos cofres do banco.
Os Diários Associados realizaram empréstimos ao banco BRB, intermediado por Ricardo Leal que ocupava a presidência do Conselho do banco subordinado ao GDF. O jornal o Correio Braziliense maquiou o empréstimo combinado com Rollemberg, causando prejuízo de milhões ao banco.
Já os fundos de pensão dos Correios, o Postalis, entrou mais tarde no esquema do operador, em 2010, facilitado pelo empresário e lobista Ricardo Leal, cuja função era distribuir a propina para o ex-presidente e ex-diretor da estatal, respectivamente, Alexej Predtechensky e Adilson Florêncio da Costa.
Funaro afirma que realizou operações no Postalis com CCB da empresa de água e esgoto de Santa Catarina (Casan), CDB do Banco BVA e venda de debêntures do Grupo Peixoto de Castro.
O governador Rollemberg, após tomar conhecimento que Lúcio Funaro estava em processo de delação premiada, combinou com Ricardo Leal, que se afastou da presidência do conselho BRB e se refugiou na Paraíba, para tocar com mão de aço as operações do banco com os tentáculos deixados.
O presidente do Banco BRB, Vasco Cunha Gonçalves e o vice, Niban de Melo Júnior, estão sob a batuta de Leal, que comanda a dupla de longe em João Pessoa, coração da Paraíba.
A força tarefa da Polícia Federal vai recomendar a prisão de Leal, como lobista e operador de propina sob o comando do doleiro Lúcio Funaro. Os pilares do Buriti estão estremecidos e já tira o sono do governador de Brasília.

Publicidade

Anuncie Aqui