Fecomércio-MT: o retorno dos que nunca saíram

18 fev 2018

Por: Mino Pedrosa

A Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) pode ter servido de espelho na batalha sangrenta nesta quarta-feira (14)  na disputa pela principal cadeira da Fecomércio-MT. A intervenção pela justiça na Fecomércio-RJ pode está desencadeando uma verdadeira dança de cadeiras nas Fercomércio em vários estados.

O presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins e o tesoureiro Paulo Sérgio sofreram uma tentativa de derrubada no cargo. Um grupo de conselheiros contrários a atual gestão conseguiram derrubar a liminar concedida pela Justiça do Trabalho que garantia Hermes Martins no Cargo. Em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada pela violência o grupo votou pelo afastamento do presidente por 180 dias. Mas, o resultado que prevaleceu foi baseado no estatuto. O que garante a permanência de Hermes no cargo.

A assembleia considerada invalida pela Fecomércio-MT só poderia acontecer com a assinatura de pelo menos dois terços dos membros ou 12 dos 17, o que não aconteceu. O fato é que a Fecomércio-MT está recorrendo na justiça para oficializar a anulação da assembleia e a retomada dos trabalhos.

Na guerra pelo comando da Federação do Comércio de Mato Grosso Fecomércio-MT o sangue já escorre e a batalha mal começou. Entre idas e vindas à justiça um grupo de conselheiros que tenta assumir a presidência encontra resistência não só no Estatuto, mas também a resistência física para o cargo.

A (AGE) ocorrida na quarta-feira (14) foi marcada por empurrões, socos e pontapés entre os presentes. O advogado dos conselheiros, Marilton Casal conta que quando os participantes da sessão chegaram na Federação, foram recebidos de forma agressiva por funcionários que tentavam impedir a realização do julgamento. “Eu fui lesionado. Me empurraram e machucaram”, relata o advogado mostrando a mão ferida e com sangue.

Já o funcionário da Fecomércio disse que o grupo tentou invadir de forma truculenta e com agressões aos servidores e que “levou um chute do advogado, que deixou marcas nas costelas”.

A Fecomércio de Mato Grosso divulgou nota oficial. Leia a ìntegra.

 

 

A Fecomércio vem a público informar que o presidente da entidade, Hermes Martins da Cunha, permanece no cargo. Na tarde desta quarta-feira (14/02), 7 dos 17 conselheiros da entidade, compareceram à sede da Fecomércio, acompanhados de advogados, solicitando a realização de uma assembleia extraordinária, que iria deliberar sobre um pedido de afastamento por 180 dias do atual presidente.

Ocorre que tal assembleia não poderia ser realizada, visto que, de acordo com o Estatuto da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso, no Art. 8, Inciso II, uma assembleia extraordinária, só poderia ocorrer, se no mínimo 2/3 dos conselheiros, ou seja, 12 dos 17 conselheiros, assinassem um requerimento, solicitando tal assembleia, o que não foi feito, em total desrespeito ao regimento estatutário.

Ainda assim, dois advogados que acompanhavam os sete conselheiros contrários à atual gestão, agiram com truculência, inclusive agredindo um funcionário e uma funcionária da entidade.

De maneira ainda ilegal, visto que não obedeceram os procedimentos obrigatórios previstos no regimento interno, sete conselheiros realizaram, na recepção da entidade, uma votação solicitando o afastamento do atual presidente, com base em suposições. A assessoria jurídica da Fecomércio-MT informa que já está tomando as providências legais, para atestar a ilegalidade da votação e consequentemente sua anulação.

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