Eleições 2018: a dupla face dos candidatos

27 ago 2018

Por Mino Pedrosa

Na corrida pela principal cadeira do Palácio do Buriti vale tudo: até dançar homem com homem e mulher com mulher. A hipocrisia tomou conta dos discursos que os candidatos aplicam para os eleitores omitindo suas verdadeiras opções e histórias criminosas recentes e que marcaram a memória dos cidadãos da Capital Federal. A candidata do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Eliana Pedrosa, busca votos em currais eleitorais comandado por criminoso, que segundo o Ministério Público foi responsável por ter tirado a vida de um adolescente premeditadamente, interrompendo assim, seus sonhos de ser um grande médico.

O ex-deputado distrital, Carlos Xavier, encomendou a morte do adolescente que vivia um romance clandestino com sua esposa. Com frieza, Xavier contratou um pistoleiro profissional, armou uma emboscada e tirou a vida do jovem Ewerton da Rocha Ferreira, que foi encontrado com dois tiros na cabeça na manhã do dia de 8 de março de 2004, atrás de uma parada de ônibus, próximo ao viaduto que liga o Recanto das Emas a Samambaia. Xavier humilhou e espancou a esposa após o assassinato e ordenou que a mulher mantivesse o casamento.

Eliana Pedrosa, defensora ferrenha dos direitos da mulher que sofre abusos e violências doméstica, parece ter fechado os olhos ao posar para fotos buscando apoio de um criminoso que espancou a esposa e tirou a vida de um adolescente. Mostrando que os valores podem ser deixado de lado na busca pelo voto.

Rogério Rosso do Partido Social Democrático (PSD-DF), é outro candidato rumo ao Buriti que também usa um discurso para o eleitor, mas, pratica a “inversão”. Escolheu para vice na sua chapa um representante da igreja evangélica que prega a fidelidade conjugal e os valores familiares. Mas, ao se decidir candidato, Rosso pediu separação de corpos de sua esposa, Karina Rosso e temendo uma investida judicial, transferiu quase todo seu patrimônio para a ex-esposa e filhos. Nos bastidores Rosso não assume um relacionamento liberal. Omite para a igreja seu conselheiro e guru que carrega nas costas como fiel escudeiro. O famoso médico da Capital é um verdadeiro curandeiro, com práticas rechaçadas pela comunidade evangélica.

Vale lembrar que Rogério Rosso já foi eleito indiretamente e ocupou o cargo de governador após o escândalo Caixa de Pandora que destituiu José Roberto Arruda. Porém, a passagem em branco de Rosso pelo governo do Distrito Federal, não deixou marcas positivas capaz de catapultar sua atual candidatura. Seu vice, Egmar Tavares da Silva, do Partido Republicano Brasileiro (PRB-DF), é pastor da Igreja Assembleia de Deus, um dos maiores segmentos evangélicos no Brasil. Defensor ferrenho dos valores da família, pastor Egmar parece fechar os olhos para o comportamento nada cristão de Rosso, quando pede votos peregrinando pelas igrejas aos fiéis que preservam união a familiar como principal fundamento.

As eleições de 2018 terá um alto índice de abstenção. Isso mostrará que os eleitores estão bem atentos para os falsos discursos dos candidatos

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