DFTrans: Catracas abertas para a lupa dos investigadores da PCDF

28 mar 2018

Por Mino Pedrosa

O som da máquina de bilhetagem que validava cartões para o DFTrans, ecoou no Espírito Santo no ouvido do ex-governador, Renato Casa Grande (PSB-ES). O diretor do DFTrans, Léo Carlos Cruz e o Secretário de Mobilidade, Fábio Ney Damasceno, foram nomeados pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), com a finalidade de arrecadar recursos na área de transportes e pagar dívidas de campanhas do PSB contraídas em 2014.

O ex-governador do Espírito Santo, Casa Grande, comanda hoje o setor de transporte no DF onde a batuta é comandada pelo PSB e um forte esquema de propina foi montado à décadas passando de governo em governo. A luz vermelha acendeu nessa manhã de sábado (24) com a Operação Trickster da Polícia Civil e prisão atípica por se tratar de final de semana de Harumy Tomonori Honda, diretor da unidade de controle de bilhetagem automática e busca e apreensão na casa do diretor do DFTrans, Léo Carlos Cruz. Este do partido do governador PSB e engrenagem na máquina de fazer dinheiro ilícito no setor de transporte.

Operação Trickster, passou o arrastão pensando em pegar somente piabas e acabou pescando peixes grandes, que não cabem dentro dos aquários por terem poderes junto ao comando político partidário. Casa Grande fez questão de deixar claro que o secretário de mobilidade, Fábio Ney Damasceno (PSB-ES), e Léo Cruz, também (PSB-ES) são apadrinhados por ele e representam o PSB no setor de transporte de Brasília.

Rollemberg sabia do propinoduto e mesmo a mando da justiça não cancelou a licitação fraudulenta no transporte coletivo feita no governo petista de Agnelo Queiroz. A confissão de Sacha Reck, advogado preso na Operação Lava jato, responsável pela fraude no certame de transporte coletivo em Brasília, desnudou o esquema petista, mas, Rollemberg e o ex-secretário de mobilidade Marcos Dantas, presidente do PSB em Brasília, mantiveram o esquema corrupto que vinha perdurando à décadas.

Não foi atoa que Rollemberg não quis estancar a hemorragia nos cofres públicos e manteve as empresas de transporte coletivo que fraudaram a licitação no governo de Agnelo Queiroz e Nelson Tadeu Filippelli. Agora, depois das catracas abertas e os investigadores se aprofundando para desvendar o esquema corrupto não tem mais como travar as roletas e as próximas operações prometem a prisão de empresários, servidores e políticos sem mandatos, alcançando até secretários com fórum privilegiado, implodindo partidos e provocando seriamente o judiciário.

Operação Trickster

A lupa dos investigadores da Polícia Civil que trabalha a revelia do governador, Rodrigo Rollemberg, já flagrou as digitais do empresário do ramo de transporte Victor Foresti, Marco Antônio Campanella, Samuel Barbosa dos Santos, Marcos Dantas, Júlio Cézar, Tadeu filippelli…

O desgoverno de Rollemberg é explícito e as labaredas que foram lançadas por seus aliados e comandados contra os adversários, hoje ardem a pele do governador. Pelo visto não sobrarão lenhas nessa fogueira. Apenas cinzas.

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