Mino Pedrosa

Câmara Legislativa: O circo armado

8 maio 2017

Há um ano a Câmara Distrital abriu a Comissão Parlamentar de Inquérito que apura denúncias de corrupção na área de Saúde nos governos de Agnelo Queiroz e de Rodrigo Rollemberg. A lona colorida desvendada para todo o país, que na realidade foi montada desde a posse do governador Rollemberg, encobriu o picadeiro e as trapalhadas criminosas do governo do Distrito Federal.
Na plateia, a população atenta de Brasília, sempre pronta a responder a um grande espetáculo. No camarote VIP, e também atuando nos bastidores, o vice–governador Renato Santana (PSD-DF), cobiçando a cadeira do Palácio do Buriti. No destaque do espetáculo, a malabarista e delatora deputada Liliane Roriz. Dançando na cena, a bailarina e deputada distrital Sandra Faraj (SD), a santinha do pau oco. No patrocínio do espetáculo, o empresário Afonso Assad, fornecedor do GDF.
Animando o show, o sempre ardiloso parlamentar, Chico Vigilante (PT-DF). Na arrecadação e na bilheteria, o deputado Cristiano Araújo (PSD), vulgo toddynho. Wellington Luiz de Souza Silva (PMDB-DF) era o responsável por toda a direção da cena. Na portaria, fazendo a segurança do governador Rodrigo Rollemberg, o sempre fiel escudeiro deputado Agaciel da Silva Maia (PR-DF). Com o rugido do rei da selva, Celina Leão (PPS).
No picadeiro, fazendo a plateia dá gargalhadas, o deputado Juarez Carlos de Lima Oliveira, vulgo  Juarezão (PSB-DF). Com a cartola representando mágico, o deputado Rodrigo Germano Delmasso (PODEMOS-DF). Como coelho, sumindo e aparecendo, deputado Júlio Cesar Ribeiro (PRB-DF). O deputado Bispo Renato Andrade dos Santos (PR-DF) abre e fecha a cortina do espetáculo.
Na entrada do circo, o pipoqueiro deputado Raimundo da Silva Ribeiro Neto (PPS-DF).
Com o rosto pintado, nariz vermelho, com ar de “dever cumprido” e fechando todo elenco, o deputado Ivonildo Antonio Lira (PHS-DF).
Na quinta-feira (11), será o grande dia do espetáculo. O relator deputado Lira fará a leitura do relatório final. Mas não será tão fácil para o governador Rodrigo Rollemberg. O presidente da CPI Wellington Luiz fará um relatório paralelo com todos os pontos omitidos pelo relator e documentando a corrupção que foi descoberta no transcorrer da CPI.
Wasny de Roure vai apoiar o presidente com voto em separado. A expectativa está no voto do deputado Robério Negreiros, citado em depoimentos como um dos beneficiados no esquema, mas, nos bastidores, Robério declara o voto em separado. Outra incógnita será o voto de Sandra Faraj, recentemente acusada de desvio de verbas parlamentar. Como se pode ver, o circo armado pelo domador com o chicote na mão, governador Rollemberg, corre o risco de desabar e vir à tona toda verdade de um forte esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.

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