Mino Pedrosa

Câmara Legislativa: interesses contrariados

16 out 2017

A Câmara Legislativa do Distrito Federal é um verdadeiro ninho de Guaxe.
A considerada pérola das comissões, a Comissões de Assuntos Fundiários (CAF), está sofrendo surripianço, por parlamentares e empresários.

No início da legislatura na Câmara Distrital, foram divididas comissões parlamentares entre deputados que apoiavam o governo do Distrito Federal.

A CAF, a filha feia da Câmara, foi entregue à deputada Telma Rufino. Com o passar do tempo, a filha feia tornou-se a bela cobiçada com seu baú de tesouro. A presidente Telma Rufino sofreu ataques de piratas interessados no achaque e o baú com a riqueza fundiária.

O primeiro ataque sorrateiro surgiu com o próprio presidente do partido de Telma Rufino, o ex-deputado  Marco Antonio Tofetti Campanella (PPL-DF), que exigia o comando velado da CAF. Uma denúncia recheada que expôs a parlamentar ao ponto de quase deixar a CAF, por motivos de saúde decorrente das inverdades.

A deputada ganhou na Justiça o direito de mudar de partido, provando a inocência. Na ocasião, tramitou na Casa um pedido de cassação que foi arquivado por falta de provas. As investigações e o inquérito foram feitos na Polícia Civil do DF e havia sido ventilada uma falsa denúncia que foram forjados históricos escolares, além de certificados de graduação e pós-graduação.

A deputada provou sua inocência e o dossiê ficou no fundo da gaveta, daqueles que hoje mostram as caras.
Na semana passada, a presidente da CAF, Telma Rufino, foi procurada por parlamentares e empresários interessados no projeto do Pró-DF.

A presidente e o deputado Bispo Renato pediram tempo para inserir quatro emendas que beneficiariam também os pequenos empresários que estavam em dificuldades, por inadimplência. Logo, os dossiês entraram em campo e a mídia dando voz aos interesses.

Bispo Renato foi o primeiro, na quinta-feira última (12), denunciado pelo Correio Braziliense, nas mídias e redes sociais. A denúncia, supostamente, teria partido do Ministério Público do DF que, com a Polícia Civil “investigam Bispo Renato por lavagem de dinheiro”.

No dia seguinte, a vez de Telma Rufino, a Procuradoria-Geral de Justiça acusa a deputada de falsificar documento público. De acordo com a denúncia, foram forjados históricos escolares, além de certificados de graduação e pós-graduação. Coincidência ou não, a mesma denúncia de 2015.

O dossiê requentado, só terá fim, depois que os piratas abraçarem o baú com o tesouro.
O Ministério Público do DF, mandou um recado direto para Comissão “se votar o projeto do Pró-DF, com as emendas vamos entrar com a inconstitucionalidade”. Qual o interesse do Ministério Público?

Nas vésperas do feriado de Nossa Senhora Aparecida, a presidente da CAF, Telma Rufino, foi procurada para votar no apagar das luzes o projeto do Pró-DF que, iria beneficiar meia dúzia de megaempresários e alguns parlamentares.

A deputada não levou para votação, porque havia quatro emendas a serem inseridas para atender os pequenos empresários em dificuldades e inadimplentes no Pró-DF.

Depois de procurar todos os deputados para pedir urgência na votação, na semana passada Antônio Valdir Oliveira Filho, secretário do governo de Rollemberg, procurou a presidente da CAF para votar o projeto no apagar das luzes vésperas do feriado. Valdir é irmão do deputado distrital Chico Leite (REDE), base do governo de Rodrigo Rollemberg.

Hoje, acampado, no gabinete de Telma Rufino, está Rafael Prudente, exigindo que o projeto seja votado sem as emendas, beneficiando os megaempresários.

O governador Rodrigo Rollemberg, com as rédeas nas mãos, comanda os interesses de pessoas com antolhos nas cabeças.

Os alvos do governador é a presidente da CAF, Telma Rufino, Celina Leão e Bispo Renato membros da CAF.

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