Mino Pedrosa

Exclusivo: A intervenção Branca

6 out 2017

Walter de Carvalho Parente é único confiável no quadro da Previc nas intervenções do orgão.

Falta definir. Confiável para quem?

Depois de passar pelos fundos Petros e Serpros (duas vezes), foi nomeado interventor do Postalis.

Nada que o desabone, mas a desconfiança aparece guando há coincidência. Muito ligado ao ex-ministro Carlos Gabas e aos atuais diretores interinos da Previc, Parente vem sendo, seguidamente, nomeado para os fundos de pensão onde o PT deixou a terra arrasada.

Mesmo passando pelos Petros e Serpros, fundos com diversas irregularidades, não apresentou relatórios com evidências ao Ministério Público Federal apontando as graves ingerências políticas de manipulação, cometendo inúmeras irregularidades da parte de dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), e outros partidos. No Petros, Walter Parente não fez qualquer consideração a respeito da nomeação de quadros petistas na gestão do fundo. O mesmo aconteceu no Serpros.

Agora que o Postalis foi revelado o antro de negócios nada republicanos, através da delação premiada do operador financeiro do PMDB, e outros partidos, Lúcio Funaro, e seu comparsa Ricardo Leal, braço direito e financiador do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, em ritmo meteórico, o grupo de interinos da Previc se movimenta para, após cinco anos de fraude, lesando funcionários do Correios, a PREVIC, resolveu intervir na gestão do fundo que tantos anos ficou sob a batuta dos petistas.

Quem foi o indicado da PREVIC? Walter Parente, “o bom interventor”.

Certamente, essa intervenção vai acabar com muitas fraudes. Muitos diretores e ex-diretores dos fundos que sofrerão intervenção serão punidos, mas, certamente, nenhum PETISTA graúdo ou peemedebistas caciques.

Talvez para outros partidos, principalmente, o do atual Ministro das Comunicações, Kassab, ou para o deputado federal do DF, Rogério Rosso, padrinhos das últimas indicações no Postalis.

O “Bom Interventor” já começou a vasculhar as operações em títulos públicos federais feitas nos últimos meses na corretora carioca UM INVESTIMENTOS, de propriedade do doleiro Luís Esteves, nada haver com Esteves do Pactua. A imagem do PSD fica abalada e inviabiliza a candidatura de Henrique Meirelles ao Planalto.

Ricardo Luiz Peixoto Leal e Rodrigo Rollemberg Governador do DF

O momento em que cresce a onda petista, os vermelhos aparelhados no Ministério da Previdência e seus órgãos vão fazer de tudo para que nenhum escândalo atinja grandes nomes do Partido. Em Brasília a delação premiada de Lúcio Bolonha Funaro, preso na penitenciária da Papuda estremeceu os pilares do Palácio do Buriti.

O governador já esperava a denúncia e pediu que Ricardo Luiz Peixoto Leal deixasse a presidência do conselho do Banco Regional de Brasília (BRB), na tentativa de fugir do escândalo que vai levar Leal sempre Leal a Rollemberg para o olho do furacão Lava Jato.

 

Delação premiada de Lúcio Bolonha Funaro:

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